Pular para o conteúdo principal

Consumo de água na produção de alimentos: água que não vemos.

Os alimentos que consumimos diariamente demanda de uma enorme quantidade de água, que normalmente consumimos sem perceber.


Em 2002, o professor Hoekstra, na época no Instituto de estudos da Água da Unesco (hoje na Univ. de Twente nos Países Baixos), com apoio do professor Chapagain, visando estimar o consumo de água doce em produtos e serviços, considerando o uso direto no processo de produção e o indireto nas várias etapas da cadeia de suprimentos criaram o conceito “Pegada Hídrica” ou “Pegada da Água”.

Vamos dar uma olhadinha no quanto de água é necessário para produzir alguns itens do nosso cotidiano:

Milho: 1222 l/ kg

Em média, a pegada hídrica global do milho é de 1.220 litros / kg, podendo variar de país para país. No Brasil, ela é de 1750 litros / kg, já na Índia chega a 2.540 litros / kg. Entre 1996 e 2005, a produção de milho mundial contribuiu para 10% da pegada hídrica da produção agrícola.

Alface: 237 l/ kg

Segundo o Waterfootprint.org, a pegada hídrica global do alface é, em média, de 240 litros / kg. No entanto, ela difere de lugar para lugar. Por exemplo, na China e nos EUA, os dois maiores países produtores da verdura, o alface tem uma pegada hídrica de 290 e 110 litros / kg, respectivamente.

Vinho: 109 l / 125 ml (1 taça)

A pegada hídrica média global das uvas é de 610 litros / kg. Um quilograma de uvas dá 0,7 litros de vinho, de modo que a pegada hídrica do vinho é de 870 litros de água por litro de vinho. Isto significa que a produção de uma taça de vinho (125 ml) consome até 110 litros, em média.

Tomate: 214 l / kg

Em média, a produção de um tomate (250 gramas) leva até 50 litros de água. Já quando se fala em ketchup, o consumo de água salta para 530 litros por quilo do produto.

O infográfico abaixo, publicado no site do Planeta Sustentável, é bem interessante.






Fontes:


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tratamento de Esgoto - Parte II

Tratamento Preliminar

O tratamento preliminar objetiva principalmente à remoção de sólidos grosseiros e areia, através de mecanismos físicos. Essa etapa do tratamento é composto basicamente por grades, desarenador (caixa de areia) e um medidor de vazão (ex: calha Parshall) (ver figura abaixo).

Adaptado de Von Sperling, 2005.
GradesAs grades são responsáveis pela remoção dos sólidos grosseiros. No gradeamento, o material de dimensões maiores do que o espaçamento entre as barras é retido. A remoção desse material retido pode ser manual ou mecanizada, que irá depender do tipo de grades utilizada em cada ETE.

Finalidades da remoção de sólidos grosseiros: Proteger as unidades de tratamento subsequentes; Proteger as bombas e tubulações (dispositivos de transporte do esgoto); Proteger os corpos receptores.
Desarenadores (caixa de areia)
Os desarenadores são responsáveis pela remoção da areia contida nos esgotos. Através do mecanismo de sedimentação, os grãos de areia, por terem maiores dime…

Sustentabilidade na Construção Civil - Parte 3: Redução, Reutilização e Reciclagem de Resíduos Sólidos

A indústria de construção civil é uma das que mais utiliza recursos naturais e também uma das maiores geradoras de resíduos, tais como: tijolos,  blocos  cerâmicos,  concreto  em  geral,  solo,  rocha,  madeira,  forro, argamassa, gesso, telha, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc.,
O destino desses resíduos muitas vezes são inadequados, contribuindo para os impactos ambientais, tais como: assoreamento de rios e corrégos, obstrução dos sistemas de drenagem, proliferação de agentes transmissores de doenças, etc.
Assim,  é necessário encontrar formas de reduzir, reutilizar e reciclar  (3 Rs) esses entulhos.
Redução
A redução de resíduos consiste em encontrar maneiras de utilizar ao máximo a matéria prima, evitando desperdícios. Para isso é necessário uma boa elaboração do projeto, especificando o material mais indicado, método construtivo mais adequado, visando sempre a menor produção de resíduos e o aumento da vida útil do edifício.
A co…

Cuidados no dimensionamento e na instalação da cobertura verde

Existem 3 tipos de telhados verdes: o extensivo, o intensivo e o semi-intensivo. Eles se diferenciam pelo porte da vegetação e pela quantidade de solo necessária para seu cultivo. O tipo extensivo tem o aspecto de um jardim, com plantas de pequeno porte como as gramíneas. Já a intensiva comporta plantas de médio a grande porte como os arbustos, samambaias e pequenas árvores.

Independentemente do tipo de cobertura adotada, a laje deve ser dimensionada para suportar cargas equivalentes ao acúmulo de água e ao peso total do sistema.

Camada impermeabilizante

É necessário que a superfície seja impermeabilizada antes da instalação do sistema, isso evita que ocorra infiltrações devido ao acúmulo de água da chuva na cobertura. O tipo de impermeabilizante irá depender do projeto e do gosto do executor. Normalmente é utilizado o PEAD (manta de polietileno de alta densidade), cimento polimérico, manta asfáltica geotêxtil ou com tratamento anti-raiz, dependendo do tipo de vegetação.

Camada drenante

E…