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Perdas de água por Estado - uma receita perdida

As perdas em sistemas de abastecimento correspondem aos volumes de água não contabilizados, incluindo os volumes não utilizados e os volumes não faturados (PERTEL, 2009).

As perdas de água podem ser de dois tipos:

Reais: são as perdas físicas, decorrentes de vazamentos nas unidades do sistema.

Aparentes: são as perdas representadas pelas ligações clandestinas, fraudes nos medidores, erros de leituras, entre outros. Estas são denominadas perdas de faturamento, uma vez que a água é consumida, porém não é faturada pela concessionária.

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, que teve como objetivo estudar a situação das perdas de água do país, com foco nas grandes regiões, nos estados e no grupo das 100 maiores cidades brasileiras, cerca de 40% de água tratada no Brasil é desperdiçada. Na Europa, o percentual de perdas corresponde a cerca de 15% e no Japão é de apenas 3%.

Os dados utilizados no estudo são de 2010, que são os números oficiais mais recentes, e se baseiam nas perdas financeiras dos provedores dos serviços informadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades.

De acordo com a tabela abaixo é possível comparar a situação das perdas de água com a situação da disponibilidade hídrica em cada estado e o aumento da receita com a redução de 10% das perdas. 

 

Fonte: Adaptado do Trata Brasil. 

A pesquisa mostra que uma redução de apenas 10% das perdas do país corresponderia a uma receita de cerca de R$ 1,3 bilhão.

A redução de perdas poderia ser obtida por meio de medidas simples como a manutenção preventiva, verificando-se as peças com defeitos e sua substituição.

Fontes: 

Estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil: Perdas de água: Entraves ao avanço do saneamento básico e riscos de agravamento à escassez hídrica no Brasil. 

PERTEL. M. Dissertação de Mestrado: “Caracterização do Uso da Água e da Energia Associada à Água em uma Edificação Residencial Convencional e uma Dotada de Sistema de Reúso de Águas Cinza”. 2009.

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