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Reforma do Mineirão - Obra Verde

A reforma do Mineirão vem priorizando desde o início da obra, padrões, ferramentas e procedimentos ecologicamente corretos, com a finalidade de obtenção da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que atesta a arena como um empreendimento ambientalmente sustentável.

Algumas medidas que já foram adotadas no Mineirão para obtenção do certificado LEED são as seguintes:

  • A terra retirada para rebaixamento do campo foi usada na obra de aterro do Boulevard Arrudas, no centro da cidade; outro volume de terra foi doado, pela primeira vez, a cavas de mineradoras (região de São José da Lapa);
  • Reaproveitamento de todos os entulhos provenientes da obra e alguns materiais estão sendo doados a várias instituições:
    • A Prefeitura de Vespasiano, pavimentou as ruas do município com o concreto que antes formava a arquibancada e áreas internas do estádio, e hoje foi transformado em brita;
    • As antigas cadeiras do Mineirão foram doadas a estádios e ginásios de Minas;
  • O metal retirado da obra está sendo usado em usinas recicladoras para emprego na indústria;
  • Reúso do gramado no Plug Minas, projeto de inclusão social do Governo de Minas;
  • Controle de emissão de poeira:
    • Caminhões-pipa umidificam a terra para que a poeira levantada seja mínima;
    • Nos portões de saída de veículos pesados, foi instalado o “lava rodas”, retirando o barro e a sujeira das rodas de máquinas e caminhões, para que as ruas do entorno permaneçam limpas;
  • Preferência por produtos sustentáveis.  Por exemplo, qualquer tinta que não seja à base de água é preterida;
  • Reaproveitamento da madeira por artesãos mineiros para produção de arte popular.

Algumas medidas em andamento ou que ainda serão adotadas na obra do Mineirão:

  • Reaproveitamento da água de chuva em um reservatório de aproximadamente 6 mil m³, quantidade suficiente, em caso de estiagem de três meses, para descargas dos sanitários,  irrigação do gramado e jardins e limpeza das áreas externas. Com a economia gerada, em três anos haverá compensação financeira para esse investimento;
  • Sistemas de válvulas de descargas com duplo acionamento e torneiras com fechamento automático;
  • Geração de energia elétrica através da captação de energia solar, por meio de células fotovoltaicas instaladas na cobertura existente e na nova cobertura; Essas placas terão potência de 1,6 megawatt, o suficiente para atender 1100 residências de médio porte;
  • Iluminação de alta eficiência e baixo consumo e sistema elétrico inteligente;
  • Sistema de coleta seletiva de lixo e armazenamento de resíduos sólidos;
  • Uso de madeira com selo de manejo florestal.

    Fonte:


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