Pular para o conteúdo principal

Urina para combater o aquecimento global



 Disponível em www.mdig.com.br. [Acessado em 21 de agosto de 2012].



Uma pesquisa realizada pelo cientista Manuel Jiménez Aguilar, vinculado ao Instituto de Pesquisa Agrícola e de Pesca do Governo Regional de Andaluzia, na Espanha, aponta a urina como reagente capaz de tirar o CO2 da atmosfera.

Segundo seus estudos, a urina contém ureia, que se decompõe à temperatura ambiente produzindo, entre outras substâncias, o amoníaco, que forma o bicarbonato de amônio absorvendo o CO2 atmosférico.

Após absorver o CO2, outra unidade de bicarbonato de amônio é produzido, o qual é usado na  China como fertilizante agrícola.

Para evitar a decomposição da urina, o pesquisador sugere a possibilidade de incluir uma pequena porção de um líquido obtido a partir da centrifugação de um tipo de azeitona, que age como conservante.

Um litro do xixi misturado com uma pequena parte deste fluido pode absorver vários gramas de gás carbônico de maneira estável e por mais de seis meses. As emissões de CO2 "podem ser reduzidas em 1%" a médio prazo. A aplicação dessa mistura pode ser feita através de filtros instalados  em chaminés domésticas e industriais, que teriam também um sistema que detectasse quando a mistura estivesse saturada de gás carbônico.

A vantagem mais importante é que a urina é um reagente produzido em abundância pelo homem (no artigo não fica claro a utilização da urina somente do homem) e encontra-se perto das fontes de poluição facilitando a sua aplicação. Para isso é necessário a implementação de outras pesquisas para elaboração de vasos sanitários que permitam a separação da urina e das fezes para posteriormente poder utilizar a urina.

Fontes:

* Artigo: “Urine Based 'Potion' Can Act as CO2 Absorbent”, publicado em Science Daily.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tratamento de Esgoto - Parte II

Tratamento Preliminar

O tratamento preliminar objetiva principalmente à remoção de sólidos grosseiros e areia, através de mecanismos físicos. Essa etapa do tratamento é composto basicamente por grades, desarenador (caixa de areia) e um medidor de vazão (ex: calha Parshall) (ver figura abaixo).

Adaptado de Von Sperling, 2005.
GradesAs grades são responsáveis pela remoção dos sólidos grosseiros. No gradeamento, o material de dimensões maiores do que o espaçamento entre as barras é retido. A remoção desse material retido pode ser manual ou mecanizada, que irá depender do tipo de grades utilizada em cada ETE.

Finalidades da remoção de sólidos grosseiros: Proteger as unidades de tratamento subsequentes; Proteger as bombas e tubulações (dispositivos de transporte do esgoto); Proteger os corpos receptores.
Desarenadores (caixa de areia)
Os desarenadores são responsáveis pela remoção da areia contida nos esgotos. Através do mecanismo de sedimentação, os grãos de areia, por terem maiores dime…

Sustentabilidade na Construção Civil - Parte 3: Redução, Reutilização e Reciclagem de Resíduos Sólidos

A indústria de construção civil é uma das que mais utiliza recursos naturais e também uma das maiores geradoras de resíduos, tais como: tijolos,  blocos  cerâmicos,  concreto  em  geral,  solo,  rocha,  madeira,  forro, argamassa, gesso, telha, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc.,
O destino desses resíduos muitas vezes são inadequados, contribuindo para os impactos ambientais, tais como: assoreamento de rios e corrégos, obstrução dos sistemas de drenagem, proliferação de agentes transmissores de doenças, etc.
Assim,  é necessário encontrar formas de reduzir, reutilizar e reciclar  (3 Rs) esses entulhos.
Redução
A redução de resíduos consiste em encontrar maneiras de utilizar ao máximo a matéria prima, evitando desperdícios. Para isso é necessário uma boa elaboração do projeto, especificando o material mais indicado, método construtivo mais adequado, visando sempre a menor produção de resíduos e o aumento da vida útil do edifício.
A co…

Cuidados no dimensionamento e na instalação da cobertura verde

Existem 3 tipos de telhados verdes: o extensivo, o intensivo e o semi-intensivo. Eles se diferenciam pelo porte da vegetação e pela quantidade de solo necessária para seu cultivo. O tipo extensivo tem o aspecto de um jardim, com plantas de pequeno porte como as gramíneas. Já a intensiva comporta plantas de médio a grande porte como os arbustos, samambaias e pequenas árvores.

Independentemente do tipo de cobertura adotada, a laje deve ser dimensionada para suportar cargas equivalentes ao acúmulo de água e ao peso total do sistema.

Camada impermeabilizante

É necessário que a superfície seja impermeabilizada antes da instalação do sistema, isso evita que ocorra infiltrações devido ao acúmulo de água da chuva na cobertura. O tipo de impermeabilizante irá depender do projeto e do gosto do executor. Normalmente é utilizado o PEAD (manta de polietileno de alta densidade), cimento polimérico, manta asfáltica geotêxtil ou com tratamento anti-raiz, dependendo do tipo de vegetação.

Camada drenante

E…