Pular para o conteúdo principal

Economia Ambiental

Durante muito tempo o homem ignorou o fato dos recursos serem escassos. Considerava o ar, a água, o solo, os animais, a vegetação, enfim, que todos os recursos naturais eram abundantes e acessíveis a todos sem custos.

No entanto, a partir da segunda metade do século XX, a humanidade começou a se dar conta de que esses recursos não eram inesgotáveis e que a ausência de algum deles poderia afetar a sobrevivência do homem, daí surgia a Economia Ambiental.

Com o aumento populacional cresceu o consumo dos recursos ambientais e a quantidade de resíduos e, o meio ambiente por sua vez, não tem conseguido absorver esses impactos e nem renovar-se. Os recursos disponíveis na natureza são insuficientes para satisfazer o homem. 

Dessa forma torna-se necessário encontrar meios de aproveitarmos ao máximo esses elementos naturais, ou seja, formas de aumentar a produção com o mínimo de recursos.

Por exemplo, somente um terço da cana é utilizado para produção de etanol, o restante é fibra, uma biomassa não fermentável, ou seja, na maioria das vezes os dois terços são descartados. Por isso novas pesquisas tentam converter a fibra ou celulose em etanol, o chamado etanol de segunda geração. Assim, teríamos um aumento na produção de combustíveis sem a necessidade de aumentar a área plantada. Isso é economia ambiental.

A economia ambiental busca formas de se lucrar sem destruir o meio ambiente. Algumas empresas já adotam medidas para desenvolver programas de gestão responsável das questões econômicas, ambientais e sociais, de maneira integrada, visando diminuir os impactos provocados ao meio.

A partir do momento que começarmos atribuir preços aos recursos naturais, a sua preservação será mais provável, um exemplo é a outorga do direito de uso dos recursos hídricos. Estamos acostumados a valorizar somente o que afeta o nosso bolso.

Fonte:
*   PHILIPPI JR., ROMERO, M.A, BRUNA, G.C. Curso de Gestão Ambiental. Manole, 2004.

Comentários

  1. Oi, Josiane. Encontrei uma postagem antiga sua sobre um avião movido à energia solar, estava pesquisando sobre esse assunto. Então, parei para dar uma olhada no seu blog. Sei que os assuntos são diferentes, mas, se você puder, dê uma olhada no blog que eu escrevo. O endereço é esse: http://pedrodacostapereira.blogspot.com.br/
    Espero que possa ser útil de alguma maneira para você. Abraço, Pedro.

    ResponderExcluir
  2. Ei Pedro! vi seu blog! muito bacana! Abraços!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Tratamento de Esgoto - Parte II

Tratamento Preliminar

O tratamento preliminar objetiva principalmente à remoção de sólidos grosseiros e areia, através de mecanismos físicos. Essa etapa do tratamento é composto basicamente por grades, desarenador (caixa de areia) e um medidor de vazão (ex: calha Parshall) (ver figura abaixo).

Adaptado de Von Sperling, 2005.
GradesAs grades são responsáveis pela remoção dos sólidos grosseiros. No gradeamento, o material de dimensões maiores do que o espaçamento entre as barras é retido. A remoção desse material retido pode ser manual ou mecanizada, que irá depender do tipo de grades utilizada em cada ETE.

Finalidades da remoção de sólidos grosseiros: Proteger as unidades de tratamento subsequentes; Proteger as bombas e tubulações (dispositivos de transporte do esgoto); Proteger os corpos receptores.
Desarenadores (caixa de areia)
Os desarenadores são responsáveis pela remoção da areia contida nos esgotos. Através do mecanismo de sedimentação, os grãos de areia, por terem maiores dime…

Sustentabilidade na Construção Civil - Parte 3: Redução, Reutilização e Reciclagem de Resíduos Sólidos

A indústria de construção civil é uma das que mais utiliza recursos naturais e também uma das maiores geradoras de resíduos, tais como: tijolos,  blocos  cerâmicos,  concreto  em  geral,  solo,  rocha,  madeira,  forro, argamassa, gesso, telha, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc.,
O destino desses resíduos muitas vezes são inadequados, contribuindo para os impactos ambientais, tais como: assoreamento de rios e corrégos, obstrução dos sistemas de drenagem, proliferação de agentes transmissores de doenças, etc.
Assim,  é necessário encontrar formas de reduzir, reutilizar e reciclar  (3 Rs) esses entulhos.
Redução
A redução de resíduos consiste em encontrar maneiras de utilizar ao máximo a matéria prima, evitando desperdícios. Para isso é necessário uma boa elaboração do projeto, especificando o material mais indicado, método construtivo mais adequado, visando sempre a menor produção de resíduos e o aumento da vida útil do edifício.
A co…

Cuidados no dimensionamento e na instalação da cobertura verde

Existem 3 tipos de telhados verdes: o extensivo, o intensivo e o semi-intensivo. Eles se diferenciam pelo porte da vegetação e pela quantidade de solo necessária para seu cultivo. O tipo extensivo tem o aspecto de um jardim, com plantas de pequeno porte como as gramíneas. Já a intensiva comporta plantas de médio a grande porte como os arbustos, samambaias e pequenas árvores.

Independentemente do tipo de cobertura adotada, a laje deve ser dimensionada para suportar cargas equivalentes ao acúmulo de água e ao peso total do sistema.

Camada impermeabilizante

É necessário que a superfície seja impermeabilizada antes da instalação do sistema, isso evita que ocorra infiltrações devido ao acúmulo de água da chuva na cobertura. O tipo de impermeabilizante irá depender do projeto e do gosto do executor. Normalmente é utilizado o PEAD (manta de polietileno de alta densidade), cimento polimérico, manta asfáltica geotêxtil ou com tratamento anti-raiz, dependendo do tipo de vegetação.

Camada drenante

E…